Blog das PME´s

10/09/2018

Laecio, responde: “Gostaria de saber quais os produtos que vendo que são realmente lucrativos? ”

Laecio, responde:
Mais uma pergunta respondida sob a oferta de consultoria ou apoio na solução de problemas, acompanhem:

Pergunta da Roseane A. Costa de Brasília, DF.

“Gostaria de saber quais os produtos que vendo que são realmente lucrativos? ”
“Eu tive uma experiência bastante dura por não gerenciar as finanças da minha empresa. Nós tínhamos uma dívida com nosso principal fornecedor de R$ 290 mil quando tínhamos um faturamento de R$ 30 mil por mês – a dívida era quase impagável. Nós fizemos um planejamento estratégico, aprendemos a calcular o custo real de nossos produtos, e neste ano a previsão é de que faturemos R$ 1 milhão, com um lucro aproximado de R$ 240 mil. Bem, vamos ao meu dilema:
A minha empresa é uma editora católica e nós fazemos demonstrativo de resultado mensalmente. Através dele sabemos a margem de contribuição de cada produto, porém, alguns dos livros editados não têm todos os exemplares vendidos e há pouca possibilidade de venda da edição depois de um certo prazo. Existe alguma fórmula para eu saber quais materiais, de fato, foram lucrativos levando em consideração o estoque que ficou ou o valor total da edição?”

Cara Roseane, sugiro que você apure a Margem de Contribuição individualmente por produto ou segmentando por família de produtos, algo assim:

DRE Produto A  Produto B  Produto C  Produto D Critério
Receita bruta
(-) Impostos
Receita líquida
(-) CMV Considerar os gastos diretos dos produtos
Lucro bruto (margem de contribuição)
(-) Custos e despesas fixas Ratear os gastos fixos com base nas vendas (regra de 3)
Resultado líquido

Embora o critério de rateio com base no valor de faturamento possa provocar distorções, é o mais utilizado. Sugiro que você avalie no seu negócio o melhor mecanismo de rateio. Em alguns negócios, o critério de unidades vendidas também consiste em um bom indicador. No seu caso, onde existem produtos que têm um giro muito baixo nos itens estocados, um caminho natural é também atribuir um custo de obsolescência de estoques e também rateá-los aos produtos vendidos. Observe que esta atribuição de custo gerencial não é aceita na legislação de IRPJ e Contábil.

Recentemente, li um livro chamado “A Cauda Longa” (em inglês The Long Tail” que aborda, entre outras coisas, esta nova dinâmica de marketing e vendas e como lucrar com a fragmentação dos mercados. O livro mostra também cases de sucesso no comércio eletrônico. Acho que vale a pensa a leitura. Veja o link no meu blog.
https://lbarreiros.wordpress.com/…/a-cauda-longa-the-long-…/

* Laecio Barreiros é contador com MBA em Finanças, diretor da L&Barreiros Controladoria, especializada em Planejamento, Finanças e Contabilidade para pequenas e médias empresas

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