Blog das PME´s

29/10/2013

Educação Financeira

Palestra Brasilia_out13

Retomamos nosso projeto de palestras em parceria com a Leo Madeiras, nesta nova etapa, trataremos de Educação Financeira para o Empresário da Marcenaria, o objetivo é transferir conceitos e ferramentas para ajudar a elaborar e gerenciar o fluxo de caixa, calcular a margem de contribuição e identificar o ponto equilíbrio dos negócios.

Além da palestra presencial que será ministrada nos Workshops nas mais de 75 lojas da Leo Madeiras pelo Brasil, serão distribuídas planilhas em excel para os participantes e clientes da Leo Madeiras.

A primeira palestra, foi realizada em 24/10/13 na Loja de Brasília com extremo sucesso com a participação de mais 120 pessoas.

Bons negócios,

10/10/2013

Como ganhei o primeiro milhão

Capa (home) - Edição 802 (Foto: ÉPOCA)

As estratégias dos empreendedores que conseguiram superar as tentações financeiras e ultrapassar a barreira do milhão em receitas

Ganhar o primeiro milhão não foi uma dificuldade para os criadores da Galinha Pintadinha, os publicitários e amigos Juliano Prado e Marcos Luporini. Outros empreendedores não tem tanta sorte. As finanças são o principal tema das duvidas atendidas pelo Sebrae em São Paulo. Para superar as dificuldades, é possível aprender com as lições de outros empreendedores que já viraram milionários.

O empresário Daniel Mendez, de Campinas, organiza serviços de refeição para outras empresas. Ele cuida do restaurante de grandes empregadores, como Fiat, Petrobras e Vale. Quando pensou em abrir o negocio, acreditava conhecer o fundamental para lidar bem com o dinheiro, graças aos exemplos que recebera do pai – todos negativos, como ocorre em muitas famílias. “Meu pai era desorganizado. Num momento, tivemos quatro carros. Em outro, minha mãe estava preocupada em esconder eletrodomésticos para que os cobradores não os encontrassem”, diz. Deu um ousado passo inicial para abrir o negócio: raspou o Fundo de Garantia e vendeu o carro. O risco, porem, era calculado. Ele trabalhara por 5 anos em outra empresa de refeições corporativas. Antes disso, tivera emprego em hotéis. Conhecia o ramo. Deu certo. Em 1992, seu faturamento cresceu rápido. No primeiro ano, chegou a R$ 1,8 milhão.

Em 1995, ganhava R$ 10 milhões por ano. Naquele momento, não sabia se conseguiria transformar a grande receita em lucro, por causa dos altos custos da operação. Tratou de cuidar da questão pessoalmente. À medida que a empresa crescia, num mercado já ocupado por concorrentes muito maiores, Mendez resolveu concentrar gastos no que fosse importante para se diferenciar ( por exemplo, permitir que um mesmo refeitório oferecesse tipos diferentes de refeições, para que o funcionário escolhesse ), ao mesmo tempo que continha as despesas gerais com lupa ( mobiliou a empresa frequentando leiloes de moveis ). Esse tipo de controle funcionou ate Mendez perceber que precisava trazer mais conhecimento financeiro para dentro da companhia. Entre 2003 e 2005, reformulou a administração, ate atender aos padrões de organização e transparência necessários para que o BNDES comprasse uma participação. “O fundador da empresa tem que ficar atento a alguns sinais de perigo”, afirma o consultor financeiro Laecio Barreiros. “Se ele for ótimo na área técnica, mas não entender de finanças, precisa trazer para o negocio um sócio ou funcionário que zele pela área.” Hoje, Mendez serve 1 milhão refeições por dia.

A empresaria Tatiana Ganme, de São Paulo, vive outro momento. Ainda recém-chegada ao clube do milhão, ela se considera prudente, mas também dona de boa capacidade de analise de oportunidades. Essas características, acredita, foram fundamentais para erguer seu negócio, a marca de roupas infantis BéBé Sucré, há 4 anos no mercado. “Sempre vou atender um cliente grande, mesmo que tenha de investir mais e, as vezes, recorrer a empréstimos .” Ao pensar em dinheiro, Tatiana venceu 2 obstáculos que derrubam muitos empreendedores: a alergia a tomar capital emprestado e a avidez de faze-lo de forma desordenada.

Antes de completar 1 ano de loja, e muito antes do esperado, Tatiana assumiu um grande desafio: investir na produção para atender grandes revendedores. “Fiz meu primeiro grande investimento, e os recursos vieram de um empréstimo bancário ”, diz. Tatiana conta que tinha 2 opções: usar as economias pessoais ou recorrer a um banco. Consultou conhecidos mais experientes antes de decidir. “Não vale a pena você ficar sem dinheiro como pessoa física para transferir o capital para a empresa ”, diz. Tatiana reconhece que não foi fácil entender que precisaria de um empréstimo para crescer. Naquele momento, ainda relacionava empréstimos a empresas sem saúde financeira. No inicio, por faturar pouco e estar no começo do seu relacionamento com o banco, não conseguiu as melhores taxas de juros. Mas valeu a pena.

Mais tarde, Tatiana precisou novamente lidar com o banco. Planejou que em 2 anos a BéBé Sucré começaria a ter algum lucro. Esse momento só veio com 3 anos e meio. Para administrar o atraso, chegou a recorrer a credito para as despesas cotidianas e ao equivalente ao cheque especial para empresas – esses, sim, péssimos sinais sobre a saúde de um negocio. “ Fui fazendo malabarismo para administrar as contas sem ficar no vermelho”, diz. Isso aconteceu ate o inicio de 2013, quando entrou num pacote do BNDES com a Caixa Econômica Federal, que libera recursos para gastos do dia a dia das empresas, com taxas de juros abaixo da media de mercado. “ Troquei a divida cara anterior por essa, bem mais barata”, afirma.

A empreendedora Mariana Araujo, fundadora d confeitaria especializada em bombas Faire La Bombe, enfrentou um perigo mais insidioso. Ela chegou ao equilíbrio financeiro antes do previsto, ai deparou com desafio de economizar. “ É muito fácil você relaxar depois que a empresa chega ao equilíbrio financeiro”, diz. Trata-se de uma armadilha séria para as empresas do clube do milhão. “ Ao entrar na zona de conforto, o empresário tende a deixar de se empenhar no controle de gastos”, afirma o consultor Barreiros.

Mariana afirma que ter certo dinheiro sobrando afez descuidar das questões maiores da empresa e lidar intensamente com problemas pequenos da rotina da loja, de que ela gosta mais. Resultado: estava comprando mais do que deveria e mais caro. Isso a prejudicou por 3 meses, ate que ela retomasse. “ A experiência me fez ficar ligada o tempo inteiro no financeiro, nas compras, no giro dos produtos que compro e no desperdício ”, afirma.

Controle também é assunto sério para Regina Jordão, fundadora do Instituto Pello Menos, franqueador de salões de depilação. Ela driblou a falta inicial de conhecimento aprofundado em finanças, ao desenvolver um método de organização financeiro próprio, com 2 contas bancarias – uma para os gastos do mês, outra juntar o dinheiro que entrava. A cada mês, alternava as funções. A inversão das contas não chega a ser método consagrado, mas permitiu a Regina saber exatamente  o que ganhava e gastava ao longo do mês . “ De pois de 4 meses, a empresa já se sustentava. Tudo o que entrava a mais, eu mandava para uma terceira conta, uma poupança que poderia ser usada para emergências  ”, diz. Com o passar do tempo, e a empresa lucrando mais, Regina foi sofisticando seu método de gestão financeira. Há 5 anos, delegou a função para a filha. Que estuda administração. Além disso, o negocio ganhou um gerente financeiro, que responde às duas. Regina aprendeu que ficar no clube do milhão exige que se aprenda a delegar. “ Deu certo porque minha filha é mais controlada e rígida que eu ”, diz.

Por: Marcos Coronato, Graziele Oliveira e Rafael Ciscati com colaboração de Laecio Barreiros

Revista Época – edição 802 de 07/10/2013.

 

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.