Blog das PME´s

30/08/2013

Inovação no Brasil – Seminário Amcham

Falta de profissionais capazes de gerar inovação atinge empresas de todos os portes

inovação amcham

A L&Barreiros Controladoria, representada por seu EVP – Executive Vice President, Laecio Barreiros, esteve presente na quinta edição do seminário de Inovação no Brasil da Amcham-São Paulo, realizado na quinta-feira (22/8), empresas convidadas de todos os portes revelaram os diferentes desafios rumo à inovação, mas o que há em comum entre eles é a grande necessidade de atrair e reter os profissionais capazes de produzir invenções.

“O que empresas grandes, médias e pequenas têm em comum em relação à inovação são os diferentes estágios de dificuldades a serem superadas”, disse Maximiliano Carlomagno, sócio da consultoria Innoscience e moderador do debate.

“As grandes têm modelos consolidados de negócio, e fomentar inovação envolve estruturas, políticas, processos e cultura. Nas médias, inovação é desenvolver novas tecnologias sem estruturas ou práticas muito sofisticadas de gestão, enquanto que nas startups, o desafio é transformar uma boa ideia em negócio”, acrescenta ele.

O CEO da Amcham, Gabriel Rico, ressaltou a importância de estimular a inovação no Brasil. “Um país não pode ser competitivo sem ter incorporado uma cultura de inovação”, afirmou ele. Ele cita que o Brasil caiu no ranking de inovação medido pela Universidade de Cornell (EUA), em que o Brasil ocupa a 62ª posição na edição de 2013 – entre 140 países.

Além disso, o volume de patentes concedidas no Brasil é praticamente o mesmo desde 2001, quando 701 registros foram aprovados para residentes brasileiros. Dez anos depois, o volume foi praticamente o mesmo: 711 patentes. “Temos que caminhar muito rumo à cultura de inovação”, constata Rico.

Grandes empresas

No primeiro dos três painéis do seminário, grandes empresas como HP, Telefonica Vivo, Boeing, DuPont e IBM disseram como estão conduzindo os processos para estimular e produzir novidades tecnológicas.

A atração e retenção de mão de obra capacitada foram apontadas como um problema comum entre as empresas. Mas elas também comentaram que as políticas para alocação de recursos e criação de centros de pesquisa é submetida à necessidade de se comprovar a importância do desenvolvimento da tecnologia, mesmo que algumas delas não se mostrem viáveis em curto prazo.

Os executivos também trataram do ambiente macroeconômico e institucional que afeta a inovação, dizendo ser necessário aumentar a proteção da propriedade intelectual. As políticas públicas relativas à inovação são escassas, e o que as empresas têm feito para criar inovação é colaborar com as universidades e adequar a gestão ao processo, levando em conta o grau de risco e erro.

Médias empresas e startups

No segundo painel, empresas de médio porte disseram ser difícil – mas compensador – equilibrar a condução diária dos negócios com o engajamento para a inovação. A necessidade de formação de pessoal também foi lembrada pela fabricante de motores Higra Industrial, o laboratório Farmaformula e a indústria de equipamentos BCM Automação.

O terceiro e último painel de debates foi dedicado às startups. O portal de informações financeiras Bússola do Investidor disse que os empreendedores precisam de apoio financeiro e técnico para crescer. A incubadora de empresas Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), a agência de inovação Inova Unicamp e o governo do Chile apresentaram suas ações de incentivo ao empreendedorismo. E a financiadora de projetos Totvs Ventures falou sobre os seus critérios de financiamento de startups.

 

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15/08/2013

Por que as coisas não acontecem ?

Duvidas

Por que as coisas não acontecem?        

Escrito por Professor Luiz Marins 

“Em nossa empresa, as idéias, planos e projetos ficam no papel”, disse-me um diretor. “Aqui, há uma enorme distância entre o discurso e a prática”, falou o presidente ao abrir a reunião anual de dirigentes.

Fazer com que o planejamento seja executado, o orçamento cumprido, as metas atingidas, a visão, crenças e valores tornarem-se realidade concreta é hoje o grande desafio dos dirigentes de qualquer organização. E “dirigentes”, para que o leitor entenda, quero chamar todos aqueles com cargo ou função de chefia, supervisão, direção ou presidência.

Orçamentos (budgets) são elaborados e passa-se boa parte do ano seguinte justificando-se o seu não-cumprimento. Idéias e projetos são minuciosamente elaborados e simplesmente não-executados em seus detalhes fundamentais. As pessoas parecem sentir um grande prazer em dar idéias inovadoras e propor projetos mirabolantes. Mas não têm o mesmo entusiasmo em executar. Para a maioria das pessoas, executar é uma coisa menor, enfadonha, que deve ser delegada aos escalões inferiores. Essa é razão pela quais as coisas não acontecem. É preferível ter menos idéias e mais execução.

Quando visito empresas, pergunto sobre projetos em andamento e vejo que são poucos os dirigentes que sabem dos detalhes da operação, do que de fato está acontecendo, quais os problemas, quais os resultados parciais, quem são as pessoas envolvidas, etc. Outro dia um presidente me disse estar decepcionado com sua diretoria que, segundo ele, “não entregou os resultados que havia prometido”. Quando perguntei o que ele, como presidente, havia feito durante esse tempo todo, ele não teve outra resposta a não ser dizer que ficou esperando pelos resultados, sem, de fato, envolver-se na execução.

Um dirigente não pode ficar distante, alheio, esperando por resultados que sabe que não acontecerão. Ele deve garantir que os resultados sejam atingidos envolvendo-se e comprometendo-se diretamente na execução. Todo dirigente tem o dever indelegável de avaliar periódica e formalmente cada um de seus subordinados em função da execução. Só assim ele saberá se as pessoas certas estão nos lugares certos e se todos têm as condições básicas de operação para fazer as coisas acontecerem.

O carnaval passou. Agora é hora de fazer as coisas acontecerem. Sem o total envolvimento e comprometimento dos dirigentes com a execução das idéias, orçamentos, planos e projetos, as empresas continuarão aperfeiçoando o processo de melhoria contínua do auto-engano.

Pense nisso. Sucesso!

Fonte: http://www.anthropos.com.br/artigos/por_que_as_coisas_nao_acontecem.html

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