Blog das PME´s

14/10/2011

Os novos atores sociais, como eles impactam seu negócio

Desde 2007 o Brasil vive um momento único em sua historia em termos de demografia. Naquele ano, a população adulta passou a ser maior que a de crianças e idosos. É uma situação que os demógrafos denominam “bônus demográfico”, na qual a População Economicamente Ativa (PEA) de um país – a faixa entre 15 e 64 anos – é maior que as faixas etárias consideradas  “dependentes” do seu trabalho, as crianças e os idosos. Segundo especialistas, essa é uma condição propicia ao desenvolvimento econômico.

Novos atores sociais

O crescimento econômico aliado aos programas sociais do governo e as ações de responsabilidade social da iniciativa privada,  levou à diminuição da classe E, e ao ingresso de novos consumidores nas classes C e D, que deverão continuar ampliando seu poder de compra. Para cada adulto nas classes A e B, há 55 nas classes C e D e, para cada criança nas classes A e B,
há 105 na menos favorecidas. Em termos de mercado consumidor, este quadro ajudará na popularização de lojas hard-disocunt e soft-discount e na consolidação das marcas próprias, opções mais  vantajosas para as classes C e D.

Alguns levantamentos mostram outras alterações na composição da população brasileira. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Industria de Panificação e Confeitaria (ABIP), por exemplo, mostra que o numero de solteiros era 3,2 milhões em 1996 e deve chegar a 12 milhões em 2016. Além disso, o aumento do numero de pessoas que não querem ter filhos, o adiamento dos
casamentos, e a ampliação da quantidade de divórcios, além da longevidade, contribuem para elevação do numero de pessoas moram sozinhas. O primeiro impacto disso foi sentido no mercado imobiliário, que esta adequando produtos às pessoas que vivem sozinhas. Os consumidores solteiros – jovens e descasados entre 23 a 45 anos – hoje representa 10% das vendas do setor.

Dados do IBGE sobre mulheres também merecem atenção. Elas estão em melhor situação na saúde e tem expectativa de vida bem superior às dos homens; na educação, possuem anos médios de estudo mais elevados e são responsáveis por 60% do numero de concluintes do ensino superior. No mercado de trabalho, elas já ocupam 44% dos empregos, mas entre a PEA mais qualificada (com 11 anos ou mais de estudo), elas já são maioria. As mulheres são mais produtivas, trouxeram um novo ritmo de trabalho para os escritórios e tornaram o mercado de trabalho mais competitivo. Segundo pesquisa feita pela Catho, elas conquistam
cargos de direção mais cedo, tornando-se diretoras, em media, aos 36 anos de idade.

A entrada delas no mercado de trabalho também causou grandes mudanças na sociedade. As mulheres contribuíram, por exemplo, para que a queda da taxa de fecundidade do País e aumentaram a renda familiar per capita, além
de impulsionar a atividade econômica. No mercado, a saída delas do lar impulsionou a busca por praticidade e a venda de alimentos já preparados ou semiprontos. Na verdade, foram mais longe e alteraram profundamente o perfil do
consumidor, porque elas espalham mais noticias “boca a boca” e são mais ligadas aos detalhes que compõem os produtos. Além disso, o ambiente, a decoração e o atendimento das lojas são muito importantes para elas.

Hoje pode-se dizer que as mulheres não são mais um nicho de mercado, mas o próprio mercado, pois já respondem, direta ou indiretamente, por 80% das decisões de compra da casa. No Brasil, elas respondem por 94% das compras de mobiliário domestico, 45% de carros novos, 92% de pacotes de viagens e 88% de planos de saúde. No total, elas movimentam mais de R$ 50 bilhões por ano apenas em compras no cartão de credito.

Consumidores e cidadãos

Com todas essas mudanças demográficas, surge no cenário um novo tipo de consumidor, ético, preocupado com a saúde, com  a sustentabilidade e com interesse em produtos e serviços específicos. Haverá uma segmentação total do mercado, que
criará a necessidade de uma quase “personificação”. Para conquistar esses consumidores, as empresas terão de investir em atendimento personalizado e no estudo do estilo de vida e do comportamento de seus clientes.

Será necessário criar segmentos de produtos customizados, voltados para cada nicho demográfico em ascensão, como solteiros, pessoas que moram sozinhas, casais sem filhos, idosos, homossexuais e outros. Por sua vez, a situação de “bônus demográfico”, cujo ápice será vivido no começa próxima década, e o crescimento das classes C e D, colocam novas oportunidades para
todo tipo de negocio. A nova classe media requer e merece marketing e desenvolvimento de produtos. Ela valoriza excelência e exige diferenciação.

Portanto, mãos a obra para aproveitar estas oportunidades que surgem através destes novos consumidores e atores sociais.

Bons negócios,

Laecio Barreiros

L&Barreiros Controladoria

(*) Pesquisa e adaptação de texto Deloitte Brasil 2015

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10/10/2011

O Brasil se salva da crise ?

Empresários mantém planos de investimento no curto prazo, mas pedem mudanças nas políticas de cambio e juros.

Resumimos abaixo a opinião e a visão de alguns influentes empresários e executivos que falam sobre seus planos e expectativas de curto prazo, publicadas na edição de Setembro/11 da Revista América Economia .

 

Jose Sergio Gabrielli,  presidente da Petrobras

” A Petrobras não prevê alterar o plano de investir US$ 224,7 bilhões ate 2015, mas pode adiar a venda de participações em empresas ”

 

Rubens Menin, presidente da MRV

” Os fundamentos para a construção civil: demanda, crescimento de renda, queda do desemprego e credito para o setor, continuam fortes ”

 

Antonio Maciel Neto, presidente da Suzano

” Vamos manter a previsão de investimentos para 2011, de R$ 3,5 bilhões, mesmo com a economia internacional fragilizada ”

 

Líbano Barroso, presidente da TAM

” Não planejamos alterar investimentos, mas consideramos não ficar com quatro aeronaves adicionais previstas, caso o quadro
se agrave ”

 

Jacinto Caverstany, Vice-presidente da BT para Ibéria e America Latina

” Uma redução do setor de consumo pelo endurecimento das condições de acesso ao credito privado e o impacto mais preocupante que poderia haver ”

 

Murilo Ferreira, presidente da Vale

” Não estamos planejando nenhuma mudança substancial do nosso planejamento estratégico e não houve pedidos de cancelamento de embarque ”

 

Nicolas Fischer, presidente da operação da Nivea no Brasil

” No pais, o setor de cosméticos e um dos menos afetados pela crise. Mesmo em período de turbulência, o consumidor não abre mão de se cuidar ”

 

Carlos Fadigas, presidente da Braskem

” Mantemos nosso plano de investimentos no curto prazo, mas, em caso  de confirmação de
piora do cenário mundial, seremos cautelosos ”

 

Marco Túlio Pellegrini, VP para o Mercado de Aviação Executiva da Embraer

” E muito prematuro comentar sobre a crise. Nos não sentimos absolutamente nada nesse momento. Vamos aguardar ”

 

Jose Rubens de la Rosa, diretor geral de Marcopolo

” A mudança do cenário internacional não foi sentida nos negócios, mas há uma defasagem entre a tomada de decisão e o dia a dia ”

 

Thomas Bentz, presidente do Grupo Melitta

” Não pretendemos reduzir investimentos no Brasil em função da crise. É difícil dizer quando e como o pais será atingido ”

 

No evento da Amcham-SP “ Business Round Up – Perspectivas 2012 ” que teve a participação do
Diretor Executivo da L&Barreiros Controladoria, Laecio Barreiros, o economista e ex-ministro Dr. Mailson da Nóbrega, além de outros empresários e executivos:

 

Dr. Mailson, comentou o panorama 2012:

 

O cenário interno depende do desfecho para crise na Grécia, o cenário mais provável é o perdão substancial da divida grega, a
Grécia receberia um desconto de 50% da divida e o  custo  desta decisão, seria uma década perdida de crescimento e estagnação
econômica na Europa.

O impacto para o Brasil seria menor, pois sua economia esta mais ligado a Ásia ( China ) e  não
depende tanto da Europa … O que acontecer com a China é o que vai determinar o crescimento do Brasil.

Um fato relevante mencionado é que a contaminação da crise já esta acontecendo, as empresas estão esperando o que vai acontecer com a crise europeia para tomar suas decisões de investimento.

A expectativa de crescimento do PIB 2011 = 3,7% e 2012 = 3,5%

A seguir os segmentos que irão mais crescer no Brasil  em função da demanda domestica:

-Varejo

-Credito

-Credito habitacional

 

Previsões:

Taxa Selic, previsão para dez/11 : 10,50% para 2012: 9,00%

Previsão juros real para final 2012: 2,00%

Perspectivas do cambio para final 2012: R$ 1,65/ 1,70 em função dos fundamentos econômicos

 

Conclusão : É um cenário de risco, mas com boas perspectivas para o Brasil em função dos fundamentos econômicos brasileiros.

 

Vejamos também a opinião dos representantes das industrias e setores:

 

Jorge Goncalves, conselheiro do IDV- Inst. Desenvolvimento Varejo, atua como Executivo na C&C

“ As perspectivas são otimistas em função dos dissídios em media de 9%, crescimento do emprego e renda, isto favorece o varejo ”

 

Edmundo Klotz, presidente ABIA – Associação Brasileira da Ind. Alimentos

Temos os maiores atributos para a sustentação do crescimento :

1- produção de alimentos, somos o 2o. maior produtor de alimentos do mundo

2- mercado interno, consumo em crescimento

3- subida do dólar, favorece a exportação de alimentos e como dites, a entrada de investidores externos é um ponto relevante na cadeia da indústria de alimentos.

4- A expectativa de crescimento para 2012 é de 7,00%

5- O varejo e os alimentos são 2 setores mais promissores para o futuro

 

Sergio Watanabe, presidente SINDUSCON

O mercado da Construção Civil em 2011 : cresce 5% .

Para 2012 : por ser investimento de  longo prazo e tem um carregamento de anos anteriores, projeta um cenário bom para os próximos 5 anos, podendo crescer de 4 a 4,5% .

Fatores como o mercado de trabalho em crescimento,  crescimento da renda e credito imobiliário,  sustentam o crescimento.

A indústria da construção civil tem o desafio de se reinventar e aumentar o nível de tecnologia de construção para reduzir a dependência da mão de obra .

É o segmento mais promissor para 2012 e também é o que pode ser mais impactado se houver restrição do credito.

 

Antonio Gil, presidente Brascom – TI

O mercado TI em 2010 é o 7 do mundo com USD 85 bi.

O setor de TI no Brasil é muito bom, é um dos mais avançados do mundo, pois os  setores mais desenvolvidos da economia,  usam
fortemente TI.

A janela demográfica para mais 20 anos e as mudanças tecnológicas, exemplo: Cloud, celular, banda larga, etc … serão os  responsáveis por grandes transformações no setor.

Existem hoje 350 milhões de emergentes no mundo querendo consumir, são oportunidades que se abrem para o Brasil nos próximos 10 anos .

O programa Brasil Maior, traz um grande diferencial pois reduz em 20% do custo do INSS sobre a Fopag. Hoje temos 1,5 milhão de profissionais em TI e precisaremos de mais  750 mil ate 2020.

A grande ameaça e risco para o Brasil é a Índia, que  pretende dominar este mercado, quer exportar USD 330 bi nos próximos 10 anos.

 

Marcio Ribaldo, diretor RI Abimaq

Estamos sofrendo muito, não temos ideia que ira acontecer em 2012 !

Pergunto, quem vai fornecer para todos estes segmentos ascendes ?

Afirmo que segmento é competitivo, o Brasil é  que não é competitivo, por causa do custo brasil ( impostos, mão de obra, infraestrutura ).

A solução não é exportar commodities e sim produtos de valor agregado

Projetamos  umcrescimento de 6% para 2012.

 

Resumo:

A principio, todos acreditam no crescimento de curto prazo e nos fundamentos econômicos do Pais em
função da Demanda Interna, mas estão muito apreensivos com os desdobramentos da crise Europeia.

 

Bons Negócios,

 

Laecio Barreiros

 

03/10/2011

Inove para crescer … Mude a cultura da sua empresa e torne-se mais competitivo

Para manter uma vantagem competitiva, as organizações devem institucionalizar seus processos de inovação, criando um ambiente em que o pensamento criativo é a essência dos valores e das ações .

A importância da inovação para as empresas brasileiras, principalmente as PME´s:

 

As projeções econômicas indicam que o Brasil terá, nos próximos anos, uma oportunidade única de acelerar seu desenvolvimento e descobrir alternativas para expansão sustentável. A expectativa de crescimento tem feito com que lideres das organizações busquem novos caminhos para se posicionar em relação ao futuro de seu próprio negocio.

A perspectiva de continuidade de expansão do PIB nesta nova década, potencializada pela demanda interna com ascensão das  Classes C, D  – a  realização da Copa do Mundo, em 2014, e da Olimpíada, em 2016, despertou a atenção dos investidores estrangeiros e, consequentemente, aumentou o interesse a nossa economia.

Entendemos que neste momento, apenas aquelas empresas mais preparadas e qualificadas terão condições
de enfrentar os novos competidores que chegam ao Brasil.

E ai esta uma oportunidade, a competividade pode ser um fator positivo para as empresas brasileiras, que terão de adotar novas estratégias para encarar este novo mercado. Nesse contexto de mudanças, a cultura de inovação de um papel importante dentro das empresas.

Empresas que apresentam sucesso em seu crescimento tem em comum a inovação constante e uma gestão adequada de toda sua estrutura voltada ao crescimento.

Cuidados na hora de implantar a cultura de inovação:

1-     Complexidade organizacional x flexibilidade; crescer de forma sustentável requer ampliação das operações,  implantando estruturas formais, processos e controles efetivos. Essa complexidade diminui a flexibilidade da empresa, pois passam a ser criadas novas lideranças, o que gera ilhas de informações, conhecimentos e inteligência, as quais podem complicar o processo de tomada de decisão.

2-     Redução da tolerância ao risco; desenvolver novas ideias traz risco e demanda recursos. Ao crescer, uma organização tende a se tornar mais conservadora, pois os acionistas esperam que ela estabilize suas operações e administre os negócios
para atingir as expectativas financeiras.

 

3-     Novas e velhas culturas corporativas em colisão; no processo de crescimento, a empresa necessita de pessoas que o guiem em cada estagio de seu desenvolvimento organizacional. Por outro lado, deve alinhar suas expectativas internas e
externas, evitando a divisão de culturas entre velhos e novos profissionais.

Fonte: pesquisa, adaptação e resumos em textos e publicações da Deloitte.

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