Blog das PME´s

31/08/2011

Governo assina decreto para atrair investidores para SP

Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) abre um canal de comunicação entre o Estado e o mercado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (30) um decreto para
incentivar a iniciativa privada a participar de obras e serviços públicos por meio de parcerias público privadas (PPP). Com a chamada Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), o governo estadual organiza e estabelece etapas para que empresas interessadas em investir em serviços do governo possam propor projetos. A medida visa atrair investidores para os empreendimentos do estado.

De acordo com o governo, pela lei de responsabilidade fiscal, é possível comprometer 3%
da receita corrente líquida em contrapartida de PPPs. Entretanto, atualmente apenas 5,8% desse valor é aplicado. Com a MIP, o governo espera incentivar a iniciativa privada,  umentar o número de parcerias e agilizar a construção de obras, por exemplo.

“Nossa proposta é ampliar muito a infraestrutura, a logística em serviços públicos através
de PPP. Fazer mais, fazer melhor e com menor custo, trazendo o setor privado para participar”, afirmou Alckmin. “Eu diria que a PPP é o máximo de investimento público através do orçamento. Respeitando a austeridade orçamentária nós vamos fazer o máximo de investimentos. E o leque é enorme, vai de aeroportos, estradas, metrô, trem, penitenciária, saneamento básico.”

Sem a MIP, a iniciativa de realizar uma PPP era normalmente feita pelo estado – que identificava as áreas necessárias, fazia os projetos e abria licitação para contratar as empresas. Com a assinatura do decreto, as empresas são incentivadas a criar seus próprios projetos e apresentá-los ao governo. Caso a administração identifique que a proposta é válida, será feita uma licitação
para contratar a empresa que irá executá-la. Se a empresa autora da proposta não for a vencedora, será remunerada pela ganhadora da licitação pelo projeto.

“A gente pode ganhar bastante em agilidade e em bons projetos para a população”, disse Alckmin. “Não precisa nascer de uma secretaria. Pode nascer de alguém que tem uma idéia, acha que pode ser de interesse público”, disse o secretário de
Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes.

O governador estima que a medida pode atrair R$ 25 bilhões de investimento para obras e serviços do estado em quatro anos.

Para Laecio Barreiros, CEO da L&Barreiros Controladoria que participou da cerimonia de assinatura do decreto que
instituiu a MIP,  … ” Esta é uma Grande Janela de Oportunidade para o Estado e também para Empreendedores com Visão de Longo Prazo”.

Como funciona
O interessado privado solicita ao Estado autorização para elaborar um projeto necessário à realização de um empreendimento público. Após avaliação preliminar, o Estado permite que o interessado prossiga com os estudos e autoriza que outros interessados possam desenvolver seus projetos sobre o mesmo objeto.

Ao final do prazo – normalmente mais curto do que aquele necessário para o procedimento tradicional -, o Governo recebe todos os projetos elaborados e seleciona aquele que atenda melhor ao interesse público. A partir daí é realizada uma licitação para contratação da obra ou serviço.

Se o interessado responsável pela realização do projeto participar da licitação e sair vencedor, incluirá, em sua proposta, os custos do projeto já desenvolvido. Se não for o vitorioso, caberá ao vencedor o ressarcimento pelo desenvolvimento do projeto.

Com a MIP o governo repassa à iniciativa privada, com nítidas vantagens e sem prejuízo do controle do processo, todos os custos da execução dos estudos que devem servir de base a alguns investimentos estatais. Outra vantagem é que a elaboração dos projetos exigidos pela legislação se torna muito mais rápida.

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27/08/2011

Startup Brasil

Mais um … Desta vez, foi o Livro Startup Brasil dos ótimos Pedro Mello e Marina Vidigal.

Um livro recheado de histórias sobre brilho nos olhos, sonhos grandes e insatisfação permanente.

Fundadores de O Boticário, Locaweb, Cacau Show, Busca Pe, Gran Sapore, Grupo Arizona, AgenciaClick, Turma da Monica, Flytour e AGV Logística contam como nasceram suas empresas milionárias.

Vejam o Capítulo 1: Introdução

Todos os anos, milhares de empresas nascem pela coragem de empreendedores brasileiros que sonham em ter seu próprio negócio. Muitos seguem esse caminho por necessidade, pois não têm outra opção senão investir em algo que os ajude a pagar as contas no fim do mês. Vale tudo, de carrinho de cachorro-quente a escritório de representação comercial, de restaurante a quilo a fábrica de xampu. Para esses empreendedores, impera a regra de suprir as necessidades mais básicas, como o aluguel da casa e a comida na mesa. Se pudessem, talvez optassem pelo conforto e segurança de um emprego formal, com direito a carteira
assinada, férias, décimo terceiro e aposentadoria.

Outros são pessoas que sonham em criar seu próprio futuro. Para eles, a liberdade é mais importante do que toda a segurança que um bom emprego pode oferecer. São guiados pela aversão a chefes pouco inspiradores e pela possibilidade de sonhar sem limites, arriscando-se em águas totalmente desconhecidas pela maior parte das pessoas. Servem apenas à própria intuição.

Mas são poucos os empreendedores que conseguem viver plenamente as possibilidades de um negócio próprio. Em sua maioria, são escravizados pelo trabalho de tal forma que acabam vivendo apenas para suas empresas. Seus empreendimentos tornam-se uma extensão de seus corpos, com o DNA dos fundadores impregnado em todos os níveis da organização. Pessoa física e
jurídica se fundem, formando o elo invisível de um organismo completamente simbiótico.

Entre esses empreendedores, alguns parecem, de certa forma, iluminados. São pessoas com brilho e talento, que fazem com que seus negócios se desenvolvam de forma excepcional. Criadores de empresas que, até bem poucos anos atrás, eram pequenas como milhares de outras, mas acabaram virando grandes grupos econômicos que hoje são líderes nos seus setores. Em muitos casos, aliás, esses empreendedores atuam em mercados criados por eles mesmos, a partir de sua criatividade e visão de futuro.

Startup Brasil: a cara do empreendedor brasileiro

O livro Startup Brasil começou a partir de estudos sobre o comportamento do empreendedor brasileiro que comecei a desenvolver ao longo das 73 entrevistas com empresários para o programa Fiz do Zero, que ficou no ar por três temporadas na extinta IdealTV, canal de negócios da editora Abril.
Durante o desenvolvimento desse estudo, surgiu a ideia de reunir as histórias dos empreendedores que mais se destacavam nesse grupo. Quando a Ediouro me convidou para escrever um livro sobre empreendedorismo, eu me animei com a chance de, além de compartilhar histórias interessantes e inspiradoras, entender melhor a origem de empresas que hoje são sucesso no mercado brasileiro e, em alguns casos, internacional.

17/08/2011

Os Visionários – Homens que Mudaram o Mundo através da Tecnologia

Como aficionado por livros de Biografias e Historias de Empreendedores, estava extremamente curioso na leitura deste livro. Confesso que a surpresa foi extremamente gratificante, o autor soube com maestria contar as historias dos personagens, que com certeza mudaram o mundo através da Tecnologia, mas fundamentalmente através de atitudes empreendedoras e perseverantes.

O livro é tão bom no seu conteúdo que ate a Resenha de apresentação, resolvi aproveitar.
Faço aqui apenas uma ressalva … “A capa e ilustração” … um conteúdo tão
espetacular, merecia uma arte melhor produzida.

“Os Visionários – Homens que Mudaram o Mundo através da Tecnologia”, do jornalista ORLANDO BARROZO, traça um perfil detalhado dos personagens mais importantes do mundo tecnológico. Homens como Steve Jobs, Bill Gates, Akio Morita, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, George Lucas e vários outros que, com suas ideias,  provocaram uma revolução de hábitos e comportamentos nas últimas décadas.

 

Resenha

Do celular ao iPad; do vinil ao CD e ao MP3; do videocassete ao DVD e ao Blu-ray; das calculadoras de mão aos notebooks; das origens da internet ao Twitter e ao Facebook; das enciclopédias em grandes livros impressos à Wikipedia e ao Google; do Super-8 ao YouTube; das livrarias convencionais à Amazon e às redes de comércio eletrônico; da televisão em preto & branco aos satélites e à TV por assinatura – em 258 páginas, “Os Visionários – Homens que Mudaram o Mundo através da Tecnologia” relata boa parte da própria história da tecnologia.
São, ao todo, 21 capítulos, cada um deles dedicado a um aspecto dessa evolução, contada a partir dos anos 1940, logo após o fim da 2a. Guerra Mundial.

Segundo o autor, apesar da enorme destruição que causou, o conflito entre as grandes potências acabou contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias como a comunicação por satélite, a telefonia celular e os chips de computador. O aumento dos investimentos em pesquisas, especialmente no período da Guerra Fria e da corrida espacial (entre as décadas de 1950 e 1970), está por trás da expansão de países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha, de onde veio a maior parte das tecnologias que sustentam a indústria eletrônica de consumo.

“Não é um livro para especialistas”, diz Barrozo. “Procurei centrar a narrativa nos criadores das empresas que nos deram todos esses avanços tecnológicos. O traço comum entre eles é que foram apaixonados por suas ideias. Souberam antecipar tendências,
daí por que os chamo de ‘visionários’. E lutaram com todas as forças, superando a descrença e às vezes a falta de recursos, para colocar de pé os seus projetos. Por isso, o livro pode ser útil a empreendedores de modo geral, a toda pessoa que tem uma boa ideia e não sabe como transformá-la num bom negócio. A história desses visionários nos dá boas pistas a respeito”.

O capítulo dedicado a Steve Jobs, por exemplo, narra em detalhes a história da Apple, hoje considerada a empresa mais inovadora do planeta. Segundo o autor, em 1986 Jobs foi demitido da própria empresa que havia fundado em 1975, e publicamente
humilhado, por ter cometido erros na administração do negócio. Dez anos depois, com a Apple semi-falida, Jobs foi chamado de volta e construiu uma verdadeira usina de inovações em design e tecnologia. “Isso não aconteceu sem muito sofrimento e brigas”, conta Barrozo. “Jobs ganhou fama de ser uma pessoa intratável e um executivo tirânico. Mas é, sem dúvida, um gênio como designer e empreendedor”.

Outros visionários

O livro conta ainda, com enfoques variados, a trajetória de outras personalidades que fundaram empresas inovadoras e ajudaram a detonar uma revolução de comportamentos e de consumo, principalmente nos últimos vinte anos:

*Bill Gates, cofundador da Microsoft, a primeira empresa que fez sucesso vendendo software para computadores; *Akio Morita, cofundador da Sony, multinacional japonesa responsável por produtos como Walkman, CD, DVD, videocassete e
Blu-ray;

*Mark Zuckerberg, criador do Facebook, a maior rede social do planeta, hoje com mais de 600 milhões de usuários;

*Sergey Brin e Larry Page, cofundadores do Google, site de buscas que é hoje o mais visitado do mundo;

*Konosuke Matsushita, fundador da Panasonic, que revolucionou a indústria japonesa com métodos gerenciais absolutamente inovadores para sua época;

*Jeff Bezos, que ao fundar a Amazon.com criou a indústria do e-commerce;

*Jimmy Wales, criador da Wikipedia, a primeira enciclopédia virtual do planeta.

*George Lucas, que revolucionou o cinema ao adotar as tecnologias digitais na produção e na distribuição de seus filmes;

*Arthur C. Clarke, cientista e escritor que foi o primeiro a delinear o funcionamento dos satélites de comunicação;

*Michael Dell, inovador da indústria de informática com o aperfeiçoamento da cadeia de fornecimento (supply-chain);

*Ted Turner, o primeiro a criar uma rede de TV 24 horas (a CNN) e influenciar audiências no mundo inteiro;

*Jack Dorsey e Biz Stone, fundadores do Twitter, ferramenta que transformou os hábitos de comunicação entre as pessoas;

*Niklas Zennströem, cofundador do Skype, serviço de telefonia gratuita que abalou a indústria das telecomunicações;

*Nolan Bushnell, fundador da Atari e o homem que praticamente criou a indústria dos videogames;

*Robert Pittman, criador da MTV, primeiro canal de TV totalmente voltado à música e ao comportamento dos jovens;

*Shawn Fanning e Sean Parker, criadores do Napster, primeiro serviço de compartilhamento de arquivos pela internet;

*Martin Cooper, coinventor do telefone celular e principal responsável pela disseminação dessa tecnologia;

*Chad Hurley e Steve Chen, criadores do YouTube, o site de vídeos mais visitado do mundo.

O livro de Orlando Barrozo traz ainda um capítulo dedicado a Vint Cerf, Tim Berners-Lee e outros cientistas considerados os “pais da internet”, revolução iniciada no final dos anos 1960 e que se tornou a mídia mais influente dos últimos vinte anos. Outros “visionários” retratados pelo livro são Vic Hayes, principal idealizador das redes sem fio; Fujio Masuoka, descobridor da memória flash; Linus Torvalds, criador do sistema operacional gratuito Linux; Marc Andreessen, inventor do Netscape, primeiro navegador de internet; Jeff Hawkins, inventor dos palmtops, precursores dos smartphones e dos tablets; e Nicholas Negroponte, criador do Media Lab, maior laboratório de pesquisas sobre inclusão digital do planeta.

09/08/2011

A inflação para as pequenas e médias

 
Conforme o Wikipédia, a enciclopédia livre, em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Porém, é popularmente usada para se referir ao aumento geral dos preços, aonde a palavra inflação é utilizada para significar um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária, o que é às vezes visto como a causa do aumento de preços.
 
 
E como isso afeta a vida das PME´s ?

Vejamos o exemplo dos salarios:

As empresas estão tendo de pagar salários cada vez maiores para contratar novos funcionários, principalmente para tirar pessoal de empresas concorrentes. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que os salários de contratação na indústria cresceram 12% nos últimos 12 meses. Na média da economia, a alta foi de 10%.No mesmo período, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços Ampliado (IPCA) ficou em 6,7% – acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo governo para 2011, de 6,5%.O crescimento dos salários é bom para o consumidor e excelente para as vendas. No entanto, representa um aumento de custos para as empresas. “O problema é como repassar para os preços este adicional , afinal quem dá o preço final de um produto é o mercado atraves da lei de oferta e procura”.
 
Vejamos agora o que chamamos de efeito esponja ou mola:
 
As PME´s na sua maioria, compra e adquire suas matérias primas, produtos e insumos de uma grande empresa ou grande distribuidor que em algumas situações, esta em situação confortável como principal player do setor ou detem o monopólio ou alguma influencia sobre o fornecimento em função do seu porte e tamanho, desta forma a pressão por aumento de preços ou por variações nas condições comerciais é constante e sempre mais favorável para o Grande em relação às PME´s.Muito bem! Entendido que uma elevação de preços por parte do seu fornecedor, deve então naturalmente ser computado e adicionada na formação de preço de vendas e por consequência repassado a quem compra (cliente), aparece ai uma outra surpresa para as PME´s , que quando não vende para o cliente final e ai na maioria das vezes tem como cliente uma empresa de maior porte. Esta a “Grande Empresa”, por sua vez cria muitos empecilhos e não aceita o repasse ou aumento de preços e ameaça e pressiona a PME para manter a tabela e condição comercial.Quando a venda é para um cliente final ou consumidor direto isto á amenizado, lembrando sempre que quem dá o preço final de um produto é o mercado atraves da lei de oferta e procura.Por tanto, nestas duas situações a consequência para se manter o volume de vendas e negócios é manter o preço sem repassar o aumento dos insumos que tem como consequência imediata a parte de margem ( lucro ), deixando a imagem de uma esponja ou mola para a PME que fica no meio e é pressionada para cima pelo “fornecedor” e para baixo pelo “cliente”.Nos dois exemplos sentimos claramente o efeito danoso da inflação na PME que algumas situações acaba literalmente pagando a conta.

 
Por Laecio Barreiros

Veja no link o artigo original:

http://pensandogrande.com.br/a-inflacao-para-as-pequenas-e-medias-empresas/

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