Blog das PME´s

24/08/2010

Excelência em Inovação – Lições das campeãs brasileiras

Empresas brasileiras como Petrobras, Natura, Braskem, Omnisys Engenharia, Laboratório Cristália, Bematech, Care Eletric e Vale entenderam o imperativo da inovação e trabalham para transformá-la em parte do sistema organizacional.

Para produzir reiteradamente inovações radicais – a ponto de mudar fundamentalmente o modo como as coisas são feitas, alterar expectativas e hábitos de clientes, reinventar estruturas de custos ou redefinir a base da competição – e gerar, no processo, riqueza considerável, todas elas institucionalizaram a inovação, exatamente como abordaram o desafio de institucionalizar outros recursos empresariais, como o Total Quality Management, a produção enxuta, o ERP ( enterprise resource planning ) ou o Six Sigma. Fizeram um esforço considerável para incutir o DNA da inovação em quatro componentes interdependentes, que se reforçam mutuamente: liderança e infraestrutura; pessoal e competências; processos e ferramentas; cultura e valores.

Para fazer da inovação uma competência intrínseca e sistêmica é preciso reunir e integrar perfeitamente todos esses quatro componentes organizacionais. O artigo mostra como as campeãs brasileiras da inovação fizeram isso – e como sua empresa pode fazer também .

Inovação “ Made in Brazil ”

Por que certas empresas brasileiras conseguem inovar de forma constante e rentável, enquanto outras não ? O que as campeãs fazem para produzir reiteradamente inovações tão radicais – radicais a ponto de mudar fundamentalmente o modo como as coisas são feitas, alterar expectativas e hábitos do cliente, reinventar estruturas de custos ou redefinir a base da competição ? E gerar, no processo riqueza considerável ?

Nitidamente, as campeãs da inovação no Brasil estão fazendo algo certo. Eis uma relação parcial de algumas de suas recentes descobertas:

O primeiro plástico “verde” do mundo feito com insumo 100% renovável, o etanol da cana-de-açúcar, da Braskem;

  • Um sensor de ponta para satélites que orbitam a altitudes elevadas e dão uma previsão confiável do tempo para grandes zonas mesmo em meio a nebulosidade e chuva, da Omnisys;
  • Uma turbina especial para hidroelétrica que usa fluxo normal e desimpedido do rio para produzir energia com impacto menor sobre o meio ambiente, desenvolvida pela Care Eletric;
  • Uma serie revolucionaria de cosméticos orgânicos antienvelhecimento projetados para cada faixa etária e para distinta perfis de envelhecimento, marca registrada da Natura;
  • Um modelo definidor de padrões para produção, distribuição e utilização de bioenergia – modelo que inclui novos insumos e novas tecnologias industriais, da Petrobras;
  • O mais avançado simulador de realidade virtual em 3D do mundo para formação de condutores de locomotivas, criado pela Vale;
  • Uma técnica pioneira para seqüestro mais eficaz de CO2 de emissões industriais, da Embrapa:
  • Matérias-primas de ponta que permitem a criação de produtos farmacêuticos inovadores, como as usadas pela Cristalia;
  • Um conceito novo e bacana de bar no qual o cliente usa telas sensíveis ao toque instaladas nas mesas para fazer seus pedidos, criado pela Bematech.

Seja também uma campeã

É nem provável que o leitor não trabalhe ou tenha um lugar ou empresa tão inovadora como as citadas. Então o que fazer para que sua empresa seja uma campeã da inovação ? A única saída é empregar sistematicamente mecanismos como; políticas, processos e sistemas que permitam que uma cultura de inovação vá evoluindo gradativamente para, em seguida, se perpetuar.

Essa mudança cultural exige tempo, dinheiro e comprometimento. Aliás, uma organização pode levar de 3 a 5 anos para adquirir habilidades, ferramentas, processos de gestão, indicadores, valores e sistemas de TI necessários para o suporte continuo da inovação por toda a empresa. Não é algo que possa ser feito de forma instantânea. Mas a mensagem deste post é que é, sim, algo possível.

Se as campeãs brasileiras assumiram o desafio de inovação – e já esta obtendo resultados extraordinários – , sua empresa pode fazer o mesmo.

Texto resumido e adaptado por Laecio Barreiros, extraído da Revista Harvard Business Review – Brasil na edição Agosto 2010

18/08/2010

Em busca do dinheiro escondido

Em vez de correr atrás de crédito no mercado, Sua empresa pode levantar recursos internamente. Veja como identificar ativos ocultos de origem tributária e organizacional

Conseguir acesso a qualquer tipo de crédito no mercado é uma das principais dificuldades dos empresários. Altas taxas de juros, pré-requisitos e exigências limitam a captação de recursos e podem inviabilizar a continuidade da empresa. O que a maior parte dos empreendedores não sabe é que a solução pode estar dentro da própria companhia. São muitas as minúcias do sistema tributário brasileiro, o que faz com que algumas possibilidades passem despercebidas. “São medidas absolutamente lícitas, previstas na legislação, mas as empresas não têm conhecimento. O empresário pode estar sentado em uma montanha de dinheiro sem saber”, diz Dauro Dórea, do Dauro Dórea & Advogados Associados. Para o advogado, a situação das pequenas empresas é mais grave, já que a maioria delas é mal assessorada. “Esses empresários não têm conhecimento desses recursos internos. É muito mais vantajoso identificar tais fontes de receita do que pedir dinheiro emprestado”, diz. Conheça aqui algumas maneiras de levantar recursos internamente.

ALUGUEL DE IMÓVEIS

 Como PIS e Cofins são impostos não-cumulativos, pode-se compensar o valor devido em cada operação ou prestação com o montante cobrado anteriormente na ocasião da compra de produtos. O que as empresas não sabem é que, além de produtos, outros gastos podem ser abatidos da declaração. Se o imóvel onde a empresa está instalada for alugado de uma outra empresa, esse valor também pode ser descontado. “É importante ressaltar que, se o dono do local for uma pessoa física, ele não paga PIS e Cofins, ou seja, o locatário não tem como se creditar”, diz o tributarista Aloísio Watzl.

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

 Nos estados, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um imposto não-cumulativo. O governo do estado de São Paulo está ampliando o número de produtos cujo ICMS é arrecadado por meio de substituição tributária — ou seja, o imposto deve ser pago apenas uma vez pelo fabricante, que cobra do adquirente o ICMS devido, e assim por diante. Muitas vezes o valor do ICMS-ST é calculado com base em valores superiores ao que é pago pelo consumidor: as empresas podem recuperar a diferença.

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

 Serviços prestados, destinados à fabricação de um produto e realizados por pessoas jurídicas, também geram créditos de PIS e Cofins. Muitas empresas têm dificuldade para aproveitar essa condição por causa da falta de organização contábil. Normalmente, concentram-se os pagamentos por serviços em apenas uma conta, chamada de “serviços prestados”, o que torna impossível separar despesas com pessoas físicas e os gastos com pessoas jurídicas dedicados à produção, que podem ser abatidos. “É possível tomar crédito embutido na fatura da pessoa jurídica sempre que o serviço for voltado para a produção”, diz Watzl. O ideal é abrir uma conta para faturar serviços que não geram créditos e uma para os serviços que geram.

PROJETOS DE INOVAÇÃO

 De acordo com a Lei 11.196 de 2005, é possível deduzir do Imposto de Renda até 80% do valor de um projeto de inovação realizado por uma empresa. “É importante frisar que inovação não precisa ser algo revolucionário no mercado. Pode ser uma novidade dentro da própria empresa”, diz Watzl. Para ser considerado inovador, basta que o projeto esteja de acordo com o manual de Oslo, seguido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Investimentos em tecnologia e infraestrutura podem ser enquadrados nessa categoria.

GESTÃO DE CONTENCIOSO

 Processos custam caro e podem se arrastar por anos, representando despesas fixas e altamente prejudiciais para as empresas. Mas, por baixo da morosidade do departamento jurídico, podem existir recursos imobilizados. Godofredo Dias de Barros, especialista em negociação e gestão de contencioso, afirma que a gestão de processos com base em informações financeiras gera economia. “A negociação sempre é melhor que o processo judicial, que tem custos de advogado e de acompanhamento”, diz. Para ser bem-sucedida nessa estratégia, a empresa deve calcular os limites de valores para as propostas.

http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152607-17155,00-EM%20BUSCA%20DO%20DINHEIRO%20ESCONDIDO.html

Por Wilson Gotardello Filho

12/08/2010

Você já era? Conheça as novas competências do líder do século 21

 

Como se tornar um líder do século 21

Talento para lidar com pessoas. Disposição para encarar a complexidade. Espírito de equipe. Essas competências ganham o centro de uma transformação que vai forjar as novas lideranças e mudar as empresas. Você está preparado? Por Alexandre Teixeira

Este foi o tema da Reportagem de Capa da Edição 41 – Julho de 2010 da Revista Epoca Negócios … muito boa !

Vejamos abaixo no link um rápido resumo do depoimento e da participação de Eneas Pestana, atual CEO do Grupo Pão de Açucar.

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152657-16380-8,00-COMO+SE+TORNAR+UM+LIDER+DO+SECULO.html

“ O CFO deixou de ser o guarda-livros. Trocou a retaguarda da empresa pelo centro das decisões  ” afirma Pestana.

A mudança de Papel com as Principais Habilidades e Atividades:

O Diretor Financeiro ONTEM, HOJE e AMANHÃ.

  NO PASSADO HOJE NO FUTURO
PRINICIPAIS HABILIDADES Mentalidade de Controladoria Mentalidade Global Sensibilidade comercial
Especialidade em uma área de finanças Orientação operacional e estratégica Experiência internacional
Competência técnica Liderança e desenvolvimento de equipes Experiência em áreas não financeiras
PRINICIPAIS ATIVIDADES Policiar o respeito aos controles internos Parceria com o CEO para definir estratégias Liderar áreas não financeiras, como TI e RH
Preparar relatórios financeiros Desenvolver processos e métricas Responder a mudanças no mercado
Medir o desempenho da empresa Comunicação com investidores Trazer insights que rendam oportunidades de negócio

 

Bons negócios,

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