Blog das PME´s

27/06/2010

Quer agilidade ? Desacelere

Na atividade empresarial, há um vão de velocidade: é a diferença entre a importância da agilidade para a estratégia competitiva da empresa, segundo seus lideres, e a rapidez com que esta realmente se move. A diferença é considerável, independente da região, do setor, do porte da empresa ou da ênfase estratégica. Empresa receosas de perder a vantagem competitiva gastam muito tempo e recursos buscando maneiras de acelerar o ritmo.

Paradoxalmente, deviam tentar desacelerar. Num estudo de 343 empresas realizado com a Economist Intelligence Unit, vimos que empresas que se lançaram a iniciativas sem nenhuma trégua para tentar obter vantagem terminaram com receita e lucro operacional menores do que aquelas que pararam em momentos cruciais para se certificar de que estavam no caminho certo. Alem disso, as que “desaceleraram para acelerar” tiveram receita e lucro maiores 40%, em media, no caso da receita, e 52% no caso do lucro operacional ( num período de três anos ).

Como conseguiram desafiar as leis da física empresarial, indo mais devagar do que as concorrentes e ainda assim registrando melhor desempenho ? A resposta é que encararam de um jeito distinto o sentido de “devagar” e “depressa”. Às vezes, a empresa confunde velocidade operacional ( agir rapidamente ) com velocidade estratégica ( reduzir o tempo que leva para entregar valor ), quando os dois conceitos são bem distintos.

Aumentar simplesmente o ritmo da produção, por exemplo, pode ser uma saída para tentar fechar o vão de velocidade. Isso, no entanto, costuma derrubar o valor ao longo do tempo – na forma de produtos e serviços de menor qualidade. Na mesma veia, iniciativas novas que avançam rápido podem não gerar nenhum valor se a empresa não parar para identificar e ajustar a verdadeira proposta de valor.

Em nosso estudo, empresas de desempenho superior com velocidade estratégica fizeram do alinhamento uma prioridade. Eram mais abertas a idéias e debate. Incentivaram o raciocínio inovador. Paravam para refletir e aprender. Em contrapartida, o desempenho foi prejudicado em empresas que agiam depressa o tempo, que focavam demais a maximização da eficiência, que não promoviam a colaboração entre funcionários e não se preocupavam muito com o alinhamento.

Em ultima analise, a velocidade estratégica é função da liderança. Equipes que se permitem reduzir tempo para fazer ajustes, em vez de seguir de qualquer jeito a toda, se saem melhor na consecução das metas da empresa. Essa consciência deve partir da cúpula.

Empresas Estrategicamente RAPIDAS  Empresas Estrategicamente LENTAS
Altos lideres estão bastante alinhados e empenhados no sucesso de iniciativas. Iniciativas dão certo apesar da falta de apoio unânime da Alta Direção
Membros da equipe as vezes intercambiam responsabilidades para facilitar a vida uns dos outros Cada um se concentra nas próprias responsabilidades para garantir que o trabalho seja feito
Equipes avaliam o progresso de seu trabalho Ninguém para refletir
Grupos registram e difundem lições aprendidas Grupos partem para outra missão sem fazer um balanço de iniciativas anteriores
Sucesso é baseado na capacidade de explorar novas tecnologias Sucesso é fundado na capacidade de melhorar a qualidade de reduzir custos
Funcionários criam produtos e serviços inovadores Funcionários aprimoram produtos e serviços para manter clientela atual satisfeita
Sistema de Gestão operam de forma corrente em suporte a metas gerais É comum as pessoas não trabalharem com uma meta comum por receber metas conflitantes de sistemas de Gestão
Até funcionários experientes recebem treinamento quando lançadas iniciativas Raramente há tempo para capacitação e educação

 

Por Jocelyn R. Davis e Tom Atkinson

Publicado na Harvard Business Review – BR em Maio 2010

22/06/2010

Faturamento das micro e pequenas empresas paulistas cresce 14,7% em abril

Resultado mostra que, em 12 meses, os micro e pequenos negócios do interior obtiveram o maior crescimento, com 17%; entre as MPEs da indústria o aumento foi de 27,1%

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas aumentaram o faturamento em 14,7% em abril de 2010 em comparação com abril de 2009. Este é o sétimo mês consecutivo que, comparado com o mesmo mês do ano anterior, apresenta aumento de receita.

O resultado indica a recuperação das MPEs que, em abril de 2009, sofriam com os impactos da crise financeira internacional. Trata-se do maior aumento de taxa faturamento, num mês de abril, desde o início da série, em 1998.

No período, a indústria foi o setor que registrou o maior crescimento com 27,1%; seguido pelo comércio, 12,3%; e serviços, 11,1%.

Por regiões do estado, as MPEs do interior foram as que apresentaram maior elevação: 17% no faturamento na comparação de 12 meses (abril de 2009 a abril de 2010). Nas MPEs do Grande ABC e da Região Metropolitana de São Paulo o crescimento foi de 15,4% e 12,6%, respectivamente, enquanto na capital o crescimento foi de 11,7%.

Na avaliação do diretor superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, “o aumento do faturamento das micro e pequenas empresas também é uma boa notícia para a sociedade. Quando as micro e pequenas empresas vendem mais, elas podem contratar mais”, comenta Tortorella.

Na comparação mês a mês, o resultado também foi positivo. As MPEs apresentaram elevação de 1,2% em abril de 2010 em relação a março. O resultado deve-se ao aumento no faturamento do comércio (2,2%) e serviços (3%), pois a indústria apresentou queda de 2,8% no período.

Em termos absolutos, o universo das MPEs paulistas registrou em abril de 2010 receita total de R$ 24,4 bilhões. Na comparação mês a mês (março a dezembro de 2010), o total de faturamento teve um crescimento de R$ 293 milhões. Já na comparação de 12 meses (março de 2009 a abril de 2010), a elevação foi de R$ 3,1 bilhões.

Expectativas
Em maio de 2010, 36% dos donos de MPEs declararam acreditar em aumento do faturamento de suas empresas nos próximos seis meses. Em relação ao mesmo período, 37% afirmaram ter perspectivas de manutenção da receita.

Quanto à economia brasileira, em maio de 2010, a parcela de empresários que acredita em manutenção no nível de atividade da economia nos próximos seis meses é de 33%. A proporção dos informantes que acreditam em aumento no nível de atividade da economia é de 40%.

Estes foram os principais resultados da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada em junho de 2010, com a colaboração da Fundação Seade. A pesquisa monitora mensalmente o desempenho de 2,7 mil MPEs em todo o Estado de São Paulo, apresentando também dados para quatro regiões: capital (cidade de São Paulo), Grande ABC, Região Metropolitana de São Paulo e interior.

Da Agência Sebrae de Notícias

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